Se eu fosse político…
Se um dia eu resolver me candidatar à algum cargo político, minha campanha será baseada em três pontos principais:
1 • Todas as igrejas deveriam comprovar que contribuem com a comunidade através de ações sociais (Distribuição de alimentos para os famintos, abrigo para quem não tem onde dormir, etc);
2 • Vale-Cultura para os trabalhadores – Uma espécie de vale onde o trabalhador teria direito à comprar livros, participar de apresentações culturais, teatrais, etc.;
3 • Livro na cesta básica: seria incluído um livro na cesta básica do brasileiro.
Tudo bem que as idéias 2 e 3 não são minhas, mas são brilhantes. Esses dois itens, juntos, valorizariam fortemente a cultura nacional, tornaria a leitura mais democrática, menos inacessível e, obviamente, elevaria o intelecto do nosso povo (talvez). Além disso, injetaria fortes recursos na cultura (através do vale), gerando mais empregos e valorizando o profissional que já atua nessa área há tempos, sem reconhecimento (financeiro).
A outra idéia, a mais polêmica, é de minha autoria. Não que eu tenha algo contra a igreja, muito pelo contrário. Porém, vejo uma igreja nova sendo aberta por dia, uma em cima da outra, e não vejo cuidados proporcionais com quem precisa, de verdade, dela.
Se alguém quiser abrir uma igreja em meu governo, terá que comprovar como será feita a contribuição social (Teríamos metas de acordo com o tamanho da igreja) – Obviamente isso seria fiscalizado de tempos em tempos). Se não comprovar, não terá incentivos fiscais e será tratado como uma empresa.

Quem já viu o filme “À Procura da Felicidade” (2006) sabe do que estou escrevendo. Na cena da foto acima, Gardner e seu filho (que foram despejados por não pagar o aluguel) acordam em um abrigo da igreja. Nos EUA parece que há esse tipo de coisa com certa frequencia, mas não sei se é regulado pelo governo.
Aqui no Brasil, seria mais que uma “mão na roda”. Temos milhares de igrejas espalhadas por todo o território brasileiro, se cada uma abrigasse algumas dezenas de desabrigados, se alimentasse algumas dezenas de famintos, reduziríamos de forma drástica os brasileiros que vivem na miséria, sem casa e sem comida.